Perda auditiva na terceira idade
Blog do Dr. Adriano Caldart
A Presbiacusia é o nome científico que se da a perda auditiva decorrente do processo normal do envelhecimento humano, acometendo cerca de 30% das pessoas acima de 50 anos. Normalmente os paciente se queixam de perda auditiva, dificuldade de entender as palavras e dificuldade para ouvir em ambientes ruidosos. Outro sintoma inicial da Presbiacusia, além da hipoacusia, é o chamado zumbido. Ele pode se manifestar como um chiado ou apito nos ouvidos ou no meio da cabeça. Se não tratado, o zumbido tende a piorar com o passar dos anos e se tornar cada vez mais alto e incômodo.
O grau de evolução da perda auditiva é variável. Em alguns pacientes a evolução é muito lenta, enquanto em outros é percebida rapidamente. Sem tratamento adequado, o paciente que não escuta bem e que não consegue se comunicar adequadamente, devido à perda auditiva, vai se isolando cada vez mais do convívio familiar e dos amigos, podendo evoluir também para um quadro depressivo. Além disso, é muito comum os idosos não admitirem a dificuldade de ouvir e culpar as demais pessoas por “falarem baixo demais”. Nestes casos a família deve estimular o paciente a procurar auxílio médico e tratamento.
Infelizmente ainda não existe nenhum tratamento medicamentoso que seja capaz de prevenir esse tipo de piora da audição, que é normal do processo de envelhecimento. No entanto, o tratamento de doenças sistêmicas como diabetes, doenças da tireóide, dislipidemias e deficiências vitamínicas deve ser feito rigorosamente nesses pacientes para tentar preservar ao máximo sua capacidade auditiva.
Naqueles pacientes com zumbido, existem algumas medicações que podem ser iniciadas para reduzir o desconforto causado pelo sintoma. Cuidados gerais na dieta, evitando café e álcool por exemplo, também são indicados no controle do zumbido.
O tratamento de escolha para a perda auditiva relacionada com a idade consiste na adaptação de uma prótese auditiva ou aparelho de amplificação sonoro individual (AASI). Hoje em dia existem vários tipos de aparelhos auditivos, desde aqueles muito pequenos, que ficam escondidos dentro dos ouvidos (praticamente invisíveis), até aqueles modelos externos de diversos tamanhos. Após uma avaliação com o médico Otorrinolaringologista para excluir outras causas de perda auditiva (tampão de cerume, otites, otoesclerose...) e depois de realizada uma Audiometria (exame que mede a audição), o paciente deve iniciar a protetização auditiva o mais precoce possível.
Dra. Izabela Ávila - Otorrinolaringologista – CRM/SC 21570 – RQE 12458